Integração entre software livre e software proprietário. Por que não?

Antes de falar sobre as diferenças de software livre e proprietário vamos imaginar o seguinte cenário: A empresa X trabalha com gestão de imóveis. Sua carta de clientes soma mais de 10 mil propriedades. Para gerir todos os clientes a empresa usa um software (vamos batizá-lo de “SISTEMA Y”). Para usar esse software a empresa gasta mensalmente 2000 reais. Ao longo do tempo, o “SISTEMA Y” é assimilado e todos os funcionários detém domínio do sistema.

A empresa X vai bem, mas precisa integrar novos serviços ou melhorar aqueles que já oferece. Nesse cenário o software SISTEMA Y desempenha muito bem suas atividades mas não oferece suporte, por exemplo, para gestão de fundiária. Nesse momento a empresa X tem duas opções:

  1. Instalar um novo software proprietário que atenda sua demanda, ou
  2. Integrar um software livre ao seu programa de gestão.

A questão é controversa. Mas entre prós e contras, a integração de softwares proprietários e livres é possível e apresenta benefícios singulares para construir sistemas especialistas de forma rápida e eficiente. Antes de prosseguir vamos falar rapidamente sobre sobre a diferença entre duas classificações:

Como o próprio nome diz o software proprietário é de propriedade de alguém (ou alguma empresa). Isso significa que ele tem um estrutura fechada que, em geral não pode ser modificada nem redistribuída. Os direitos sobre o software são exclusivos de quem o desenvolveu e para utilizá-lo é necessário o pagamento de uma licença. No cenário hipotético com a empresa X, o “SISTEMA Y” seria um software dessa natureza

O software livre, por sua vez, é de natureza oposta. Ele pode ser copiado, alterado e redistribuído livremente. Para utilizá-lo o usuário pode ou não pagar por uma licença, mas independente disso, o código- fonte do software livre está sempre aberto para modificações.

Quebrando barreiras

A integração de softwares livres à softwares proprietários é uma discussão antiga. Nesse artigo, além de explicar a diferença entre os dois modelos de software, vamos discorrer sobre os benefícios dessa integração de softwares livre para empresas que utilizam o um sistema proprietários.

Vamos retomar o exemplo da empresa X. Ao integrar o novo software ao sistema que já opera (SISTEMA Y) a empresa tira a burocracia de acesso. Ou seja, não é necessário outro login. Isso simplifica sutilmente a vida dos colaboradores (que diminuem um procedimento de acesso) e favorece drasticamente o trabalho da equipe de TI (que não vão gerenciar o dobro de cadastros no sistema). No fim estamos falando de economia de desenvolvimento, tempo e dinheiro.

Para o operador do sistema os benefícios dizem respeito a adaptabilidade à uma nova ferramenta de gestão. O software integrado não muda o ambiente tecnológico do colaborador, na verdade ele adiciona uma nova ferramenta nesse universo, a partir da mesma interface. Na prática a integração otimiza a implantação e uso do novo software, a fase de treinamento é menor.

Os usuários, portanto, são mais positivos ao uso de novas ferramentas quando elas estão inseridas no próprio software com o qual já estão seguros. A integração de softwares livres em softwares proprietários promove assim maior eficiência a todo conjunto administrativo da empresa..